A
mídia é tratada neste estudo como uma importante ferramenta de formação de
opinião pública e como ela pode promover a justiça social e inclusão destes
indivíduos, que sabemos o quanto são vítimas do preconceito oculto ou
escancarado.
O referencial teórico vem do
sociólogo Sérgio Cavalieri Filho (professor da Universidade Estácio de Sá).
O indivíduo soro positivo está
inserido em diversos campos de discurso como: da religião, da morte, da
família, da sexualidade, da saúde, da escola, dos amigos e da medicina. Neste
caso, a mídia estaria desenvolvendo um anti-social de exclusão do indivíduo.
A mídia promove isolamento, nojo, perseguição e medo aos portadores do soro positivo.
A mídia promove isolamento, nojo, perseguição e medo aos portadores do soro positivo.
No
Brasil, podemos perceber em meio aos divulgados em imprensa nacional, que os
infectados ela doença estão aumentando.
A
cada ano, recebemos mais notícias de que bebês estão nascendo já vitimas pelo
vírus. No século XX, iniciando o atual, percebemos um descaso a estas crianças
e adolescentes que a sociedade e as políticas públicas não divulgam em meio social.
A mídia apresenta apenas os números e as características de um suposto “corpo
doente”, mas não há a preocupação sobre a adequação destas crianças e
adolescentes vitimas do HIV inseridos na sociedade de forma oculta ou
“camuflada” para fugir do preconceito, muito atuante ainda.
Entretanto,
sabemos que muitas de nossas crianças, nascem sobre os cuidados adequados da
ciência, o que ocasiona o nascimento sem a doença, mas como são esquecidas,
acabam sofrendo violências o que conseqüentemente, acabam contaminadas pelo
vírus. Outrossim, ainda temos as inúmeras mulheres que estão desprovidas de uma
assistência do sistema de saúde, ou por causa de isolamentos regionais ou de
exames restritos que não incluem um exame específico para identificação deste
vírus. Um diagnóstico precoce possibilita, o quanto antes, o início do
acompanhamento médico e aumenta as chances de se prevenir as doenças
oportunistas e de manter uma boa qualidade de vida, graças aos avanços
tecnológicos que proporcionam uma luta contra o HIV, sendo uma delas, a terapia
com antiretrovirais, que usada adequadamente poderá retardar o aparecimento da
AIDS, melhorando assim, a qualidade de vida dos indivíduos soropositivos.
Podemos
ainda abordar as pessoas que são possíveis vítimas desta doença, mas que devido
ao preconceito interno (da própria pessoa que não aceita) e do preconceito
externo (da sociedade em geral), que ao invés de buscarem o devido tratamento
contra a doença, acabam por se ocultar deste direito com intuito de fugir desta
exclusão que é realizada de forma intensa e aberta pela sociedade.
Todo
este universo de conhecimento deve ser aprofundadas pela mídia que tem como
papel principal, prestar ao público informações corretas e atualizadas ao
momento em que vivemos, levando em consideração que nossos cientistas e outros
pesquisadores, estão sim, trabalhando e que já alcançaram muitos resultados e
isto deve ser realizado através de debates e discussões. Tendo sempre o
cuidado, para que não haja a exposição negativa do portador, mas sim, a de que
estamos vivendo uma fase real da ciência e que devemos nos adaptar as formas de
prevenção e de tratamento humano, para que não ocorra um atentado à dignidade
humana, ou seja, a mídia deve esquecer aquele antigo discurso do medo que as
pessoas devem ter da doença e conseqüentemente dos portadores desta, mas sim,
aprofundar em discussões que busque a cidadania, o direito do respeito humano,
o direito de está inserido em todos os segmentos sociais sendo respeitado. Para
isso, a mídia deverá evoluir as informações que adotam, ou seja,
atualizando-as.
Podemos
enfatizar que a AIDS não está direcionada a uma determinada classe social ou
racial, mas sim, a todos os inseridos em uma sociedade. Portanto, devemos ser
solidários (e empáticos) para que os portadores do vírus possam ter a qualidade
de vida, que somente o remédio não pode proporcionar e atentarmos que de acordo
com as informações contidas em números pela mídia, futuramente, qualquer pessoa
que temos vinculo e que amamos como um filho, cônjuge, irmão, pais e amigos
poderão está enfrentando a mesma situação de descaso público e de preconceito
social.
Não
podemos continuar aceitando que as pessoas que são vitimas desta doença sejam
“rotuladas” a uma imagem pouco esclarecedora que a mídia se propõe a oferecer.
É
necessário que estejamos atentos ao desafio (social e escolar) de trazer o
indivíduo soropositivo a consciência e que sintam realmente o que devem ser e
ter por direito, o sentimento de segurança por ser cidadão.
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